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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Saudade

Encontrei este texto de Miguel Falabella e achei fantástico.

 

"Trancar o dedo numa porta dói.
 

Bater com o queixo no chão dói.

Torcer o tornozelo dói.

Um tapa, um soco, um pontapé, doem.

Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.

Saudade de uma cachoeira da infância.

Saudade de um filho que estuda fora.

Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.

Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.

Saudade de uma cidade.

Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.

Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.

Saudade da presença, e até da ausência consentida.

Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.

Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.

Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.


Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.


Saudade é basicamente não saber.

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.

Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.

Não saber se ela ainda usa aquela saia.

Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.

Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzbier; se ela continua preferindo Margarita; se ela continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ela continua cantando tão bem; se ela continua detestando o Mc Donald's. Se ele continua amando; se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;

Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;

Não saber como frear as lágrimas diante de uma música;

Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.

É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...

É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.

Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler..."

 

publicado por acreditarnodestino às 18:33

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E quando o amor acaba...

De repente, a mulher tão familiar que está na frente dele do outro lado da mesa do restaurante se transforma numa desconhecida. Em um estalo de dedos, anos de convivência se apagam completamente, como se um gigante tivesse passado uma borracha no álbum de fotos criado pela memória dos dois. O rosto dela lembra vagamente alguém que ele conheceu há muito, muito tempo, mas aquela pessoa já não está mais ali. Se clones humanos existissem, a pessoa do outro lado da mesa do restaurante certamente seria um deles.

O mal-estar é recíproco, mas de natureza diferente. Ao contrário dele, ela sabe muito bem quem está na sua frente – bem até demais. Ela sabe que o que está sendo prometido nunca será cumprido; sabe também que a voz dele diz uma coisa, mas a realidade do cotidiano diz outra. Se houvesse uma máquina capaz de traduzir a alma desse homem, aí talvez ela pudesse acreditar no que ele está dizendo. Nessa noite, porém, as palavras soam mais uma vez como sons sem sentido, frios como os copos intactos sobre a mesa do restaurante.

Dizem que as mulheres se casam imaginando que vão mudar os homens; os homens se casam acreditando que as mulheres não vão mudar. Mas a verdade é que as coisas mudam, mas as pessoas, não. Por que, então, esses dois insistiram tanto tempo e esforço no amor? Porque é da natureza humana. Porque é da inevitável e desumana natureza humana.

Ao contrário do que dizem os poetas, amor acaba, sim. Não há nada de
romântico nisso, apenas uma verdade pragmática e palpável. Se você tem apenas um copo d'água para beber, é bom saciar a sede antes do copo ficar vazio. Às vezes apenas esse copo é suficiente, mas há ocasiões em que nem todos os mares do mundo podem acalmar seu coração.

Então é isso. Fim.

Quando o amor acaba, o monstro que estava escondido debaixo do tapete da
sala acorda e domina rapidamente o apartamento. Frases que nunca deveriam
ter sido sequer pensadas são pronunciadas com a determinação dos carrascos. Não se pode atravessar uma ponte que foi queimada; com as palavras acontece a mesma coisa
.

Agora os dois se olham e sabem que não têm mais o que fazer. Dentro deles há uma dor contínua, uma tristeza que sai pelos olhos. Os dois corações estão vazios, porque no lugar daquele amor todo agora não existe nada. E a vida segue assim, imperfeita.

 

 

Autor: Filipe Machado

publicado por acreditarnodestino às 18:22

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esquecer é perdoar?

Saber Perdoar ou Saber Esquecer? Será que são aspectos diferentes, será que um implica o outro e estão intimamente relacionados?
Para Perdoar, no sentido lato da palavra, é imprescindível esquecer o motivo do perdão?.. Mas como é isso possível? Quer seja em “grandes coisas”, que magoam tanto lá no fundo e deixam-nos marcas e cicatrizes pesadas que nos afectam muito, ou mesmo naquelas “pequenas coisas”, a que talvez nem devêssemos ligar tanto…
Por outro lado, uma coisa é dizer “Desculpa por te ter partido um copo.”, outra coisa é dizer “Desculpa por te ter partido o coração.”. Da mesma forma, tudo depende da pessoa, da nossa relação com ela, do que sentimos por ela, do contexto, entre tantos outros factores.
Mas é obvio que não estou a falar das pequenas desculpas, mas sim dos grandes perdões. Às vezes essa pessoa nem chega a admitir que errou, nem chega a pedir perdão, ou pede sem o sentir…
E quando alguém nos perdoa algo ou vice-versa mas, posteriormente, por um motivo qualquer, essa situação é lembrada, por exemplo com a frase: “Não te lembras do que já me fizeste…” e lá se joga à cara o que já deveria ter sido esquecido… Isso usualmente ocorre em discussões, nas quais que em vez de argumentos plausíveis, se usa o passado como arma de arremesso… E o outro ou responde ou pensa “Pensava que me tinhas perdoado.”
Ai a minha memória de Elefante, para mim deve ser complicado perdoar alguém… Perdoar, esquecer… Esquecer, perdoar… Somente perdoar!
Não se esquecem os motivos do Perdão, apenas tentamos compreender as razões, apenas tentamos dar uma segunda oportunidade, apenas tentamos seguir o nosso trilho de vida com menos um peso sobre as costas…
Mas… Será que tudo tem perdão? Será que todas as situações são passíveis de perdão?
Difícil, extremamente difícil…


“Perdoar e esquecer equivale a jogar pela janela experiências adquiridas com muito custo.”
Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida

publicado por acreditarnodestino às 18:09

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pensamentos

Não confundir o amor com a paixão dos primeiros momentos, que pode desaparecer. O verdadeiro carinho cresce na medida em que os dois estão mais unidos, porque partilham mais. Mas para partilhar é preciso dar. Dar é a chave do amor. Amor significa sempre entrega, dar-se ao outro. Só pelo sacrifício se conserva o amor mútuo, porque é preciso aprender a passar por alto os defeitos, a perdoar uma e outra vez, a não devolver mal por mal, a não dar importância a uma frase desagradável, etc. Por isso o amor também significa exceder-se, fazer mais do que é devido. (J. L. Lorda)

 

 

 

 

publicado por acreditarnodestino às 16:58

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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Ontem aguentei-me das pernetas...ihihih

Olá a todas

 

Ontem fiquei felicissima. O meu piolhito levantou se sozinho, sem se agarrar a nada e la foi ele, muito devagarinho, com uma carita muito laroca, e muito admirado com o que estava a fazer. Achei um piadão.

Noto que ainda não se sente seguro, mas agora será uma questão de dias até me andar a correr pela casa e a fazer ainda mais estragos.

 

No Domingo lembrou-se de boa. Foi ao armário das bolachas, tirou todas do pacote, espalhou-as pelo chão e pôs-se a tricar um bocadinho de cada uma, como se estivesse a marcar que eram dele, depois com uma carinha que nem dava para dizer nada de tão safada disse:"mamã ... ah bebé" e apontou para as bolachas.

Só faz traquinices. Está numa fase que é uma delicia. Tem-me feito sentir uma felicidade imensa que não tem explicação.

 

jinhos

publicado por acreditarnodestino às 10:54

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